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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Por um instante

Tão perto e tão distante
Foi por um instante
que não revelei este amor
olhar e não tocar
Tocar em pensamento
Tentando ocultar
o verdadeiro sentimento
Oh! meus Deus !
O que faço agora?
está perdido?
a chance foi embora
Sete dias passarão
estarei lá
no mesmo lugar
pronta a revelar
meu mundo desabará
Se me desprezar

terça-feira, 10 de abril de 2012

Ele

Quem é? Quem é  ele?
Passou em minha vida
como se passa em estrada
Tamanha ferida
Me deixou magoada

Quem é ele? Quem é?
Promessas de amor
Ficou uma dor

Quem era?
Não sei onde encontro
Esse é meu desaponto

Quem foi? para onde foi?
me faz suspirar
em versos, em rimas
esperança , reecontro

Quem será?
Amor perdido
Amor ferido
Amor mundano
Amor é engano

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Em Meu Jardim



Entre muitas rosas  que plantei
Existe  uma que  não dei
Entre tantas cartas que escrevi
Existe uma que eu ainda não li

Oh! Triste primavera
Que faz a vida florescer
Mas triste mesmo são teus olhos
Que fazem-me morrer

Tive um coração
Mas deixei-o se perder
Tive uma rosa

Agora só tenho minh’alma
Plantada no jardim

Um dia morrerei
Flores estarão em volta de mim.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Dia Triste


Hoje pela manhã
Vivi um belo dia triste
Tão triste que por si só  era belo
Como foi bom!
Desfrutar, degustar, digerir
A tristeza daquele dia eterno
Tão eterno como o sol
E tão ardente
Tão sofrido
Foi assim que vi o meu dia
Transformei tristeza em alegria
E vivi
Como se vivem os peixes
As plantas...
Vivi como sofrem os desumanos
E mais uma vez foi assim
Que vi tristeza dentro de mim
Dor , saudade e solidão
Tudo em vão
Dor e sofrimento naturalizam o meu coração
E fazem –me perceber que amor é sem razão
É sentimento, é emoção
Pura e doce ilusão
Como o dia mais lindo
Que por ventura se tornou triste e infeliz

domingo, 1 de janeiro de 2012

Castelo de areia


Princesa chora
Do alto da torre escorrem lágrimas
Um sonho destruído
Um amor construído
Ninguém viu
Ela não pôde falar
Não teve a chance de dizer o que sentia
As lágrimas não falam
Mas escorrem pela  torre
Chegam ao chão em desespero
Tão violentas
Tão revoltas
Derrubam o pequeno castelo
Era apenas areia

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

À espera da liberdade


Naquela noite fria
O vento soprou
Minhas mãos eram geladas
Ele percebeu
Eu vi na sua face
Um brilho profundo
No fundo dos seus olhos
Estava escrito liberdade
Foi aí que me perdi
Foi nessa escuridão que me encontrei
Perdida, sem rumo
Sem certeza
A voz ao pé do ouvido dizia
Quero te ver de novo
Foram sete dias
Sete noites frias
O telefone não tocou
Perdi a chave da minha liberdade
Perdi a chance de conhecer o baile
Nova noite
Novo frio
Desta vez sem vento
Olhos atentos
Força do pensamento
Ele caminhou em minha direção
A face era irreconhecível
O telefone deve tocar , isso é possível
Mais três dias
Que espero por outra noite fria

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Flor da favela

 Tem uma carta
que nunca chega
Uma flor
que eu desconheço


O remetente deve ter errado o endereço




Também puderas!
Flores na favela?
Já viu  alguém entregar?




Vi sim!
Favela é nome de flor
favela é nome de lugar
onde o povo vem morar




Arrancando as flores
o que me resta?

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Borboleta

Voa  Borboleta
o mais alto que puder
Acha que pode tocar os céus
Encontra 
Pousa no galho mais alto
De baixo da nuvem escura
as asas pesam
Então borboleta caí
cai cai 
cai bem devagar
até o chão mais baixo encontrar

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Vontade de viver

 Abraçada a um corpo
 eternamente
necessito
 meu sustento
meu corpo
 De outro corpo para
parte de mim  arrancada
 vaga
onde a encontro?
E se eu disser
 o que realmente quero
E se eu fizer
 o que  realmente desejo
 ainda  vou existir?

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Duas coisas

Já vieram 
Eu subi
Me derrubaram do cavalo
Não eram verdadeiros
Eles vinham 
Eu lhes colocava a fantasia
Ia seguindo sem saber aonde ir
Eu sabia onde queria chegar
Eles não 
E me levaram para lugares 
Tão distantes
Percorri com eles
Caminho de espinhos
O que eu queria de verdade
Um bosque encantado
Colher flores no caminho
Colhi solidão
Espere
Mais um 
Se aproxima
E duas coisas  não tem

domingo, 25 de dezembro de 2011

Dias estranhos

"E nesses dias tão estranhos, fica poeira se escondendo pelos cantos..." (Legião Urbana)

Dia estranho hoje. Nem tanto. Acho que já vi igual.
Tenho medo da poeira que se esconde pelos cantos.
A chuva pode até cair, mas não vai lavar meu coração, nem tão pouco a sujeira que se esconde pelo mundo.
Entre os abraços dos estranhos, eu vi meu sonho indo embora.
Como a água suja que desce pelos becos do morro, assim é o dia da minha angústia.
Fácil demais imaginar o que ainda não existe.
Difícil  é perceber o que não está distante.
Eu vi um buraco de esgoto tragar toda sujeira.
Agora quero saber onde se esconde o oculto revelado e o não revelado
Alguém me responde?
o que é fantástico ou o que é ilusão?
Uma imensidão pequena que até eu desconheço
Quero saber o que se esconde no ralo
Eu abri a tampa e vi gotas borbulhando
Borbulharam muito fundo na dor da minha alma
Então preferi não ver
mas ainda dói, queima. arde em chamas
E vai corroendo, corrompendo até a última migalha que o pombo quer comer
Aí vem um rato, ele conhece o que eu não sei.
Ele não sente dor, acho que sabe fazer doer e roer. estraga , destrói, alastra...
Convivemos com ele ...eu sei
Tem sujeira nas unhas, mas já me acostumei com a companhia
Se for embora vai doer...eu sei.